VerificadoCachoeiras Almécegas I e II (Fazenda São Bento)
Duas cachoeiras na Fazenda São Bento: a Almécegas I, de 45 m, com mirante, e a Almécegas II, menor e com poço calmo.
Destino · GO
Cidade da Chapada dos Veadeiros e base para visitar São Jorge e o Parque Nacional, com cachoeiras, comunidade quilombola e forte tradição espiritualista.

Alto Paraíso de Goiás fica no nordeste de Goiás, na Chapada dos Veadeiros, em área de Serra Geral acima de 1.000 metros de altitude. O Censo 2022 do IBGE contou 10.306 moradores em um território de cerca de 2.595 km². A cidade está a aproximadamente 230 km de Brasília e 420 km de Goiânia, e o acesso rodoviário se faz pela GO-118 (a BR-010 muda de nome ao cruzar a divisa do Distrito Federal).
O clima é tropical com duas estações bem marcadas: seca no outono-inverno e chuvosa no verão, com temperatura média de 23 °C, segundo o inventário da Goiás Turismo. O município abriga o Morro do Pouso Alto, de 1.676 metros, apontado pelo governo estadual como o ponto mais alto de Goiás, dentro da APA de Pouso Alto. A Goiás Turismo registra mais de 120 cachoeiras catalogadas na região.
Dentro do município ficam atrativos como a Cachoeira dos Cristais, a Cachoeira Loquinhas, a Cachoeira de São Bento, as Cachoeiras Almécegas I e II e a Catarata dos Couros, hoje parte do Parque Estadual Águas do Paraíso. A Vila de São Jorge, distrito a 36 km da cidade pela GO-239, concentra a entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade em 2001. Na zona rural está o Povoado do Moinho, comunidade quilombola com turismo de base comunitária.
A cidade é conhecida pela presença de grupos espiritualistas, esotéricos e alternativos, que começou a se formar a partir da década de 1950. Relatos sobre a energia do Paralelo 14 e dos cristais fazem parte da tradição local e são tratados aqui como crença e experiência de quem os conta, não como fato.
De Brasília (cerca de 230 km, segundo a prefeitura; a Goiás Turismo cita 221 km): BR-020/GO-118 até Alto Paraíso. De Goiânia (cerca de 420 km): BR-153 e depois GO-118. De Alto Paraíso a São Jorge são 36 km pela GO-239. A prefeitura informa linha de ônibus Brasília–Alto Paraíso da Real Expresso, com cerca de 3 saídas por dia. Não há ônibus direto para São Jorge segundo a mesma fonte.
Arco de entrada da cidade, na GO-118.
Tipo de área: cidade com acesso asfaltado pela GO-118. Situação: aberta (prefeitura e Goiás Turismo; sem data de verificação recente). Guia: não é exigido para circular na cidade; atrativos do Parque Nacional, do Parque Estadual Águas do Paraíso e de propriedades privadas têm regras próprias (ver as fichas de cada atrativo).
Atrativos
VerificadoDuas cachoeiras na Fazenda São Bento: a Almécegas I, de 45 m, com mirante, e a Almécegas II, menor e com poço calmo.
VerificadoQueda de 8 m com piscina natural, a 300 m da sede da Fazenda São Bento, perto de Alto Paraíso.
VerificadoSequência de quedas no Rio dos Couros, protegida desde 2020 pelo Parque Estadual Águas do Paraíso; entrada gratuita e guia obrigatório.
VerificadoSequência de 18 poços e pequenas quedas a poucos km do centro de Alto Paraíso, com trilhas curtas e passarelas.
VerificadoSequência de nove quedas e poços perto da cidade de Alto Paraíso, com estrutura de restaurante e camping.
VerificadoCachoeira que cai por dentro de uma rocha em forma de caracol, no Rio Caldeira, em Alto Paraíso, com visita guiada e escada na rocha.
A região foi habitada pelos povos Cayapó, Xavante e Guayazes e, no século XVIII, recebeu bandeirantes e pessoas escravizadas que fugiam das minas de ouro, segundo a Goiás Turismo. O povoado de Veadeiros pertencia a Cavalcante e aparece como distrito em 1933. A Goiás Turismo registra que Veadeiros se destacou no cultivo de trigo e café no ciclo do ouro e que uma variedade de trigo chamada Veadeiros teria sido premiada em Chicago em 1850 (informação do inventário estadual, sem outra fonte para confirmar). Pelo IBGE, Veadeiros foi elevado a município pela lei estadual nº 808, de 12/10/1953, desmembrado de Cavalcante, e instalado em 01/01/1954. Pela lei estadual nº 4.685, de 15/10/1963, passou a se chamar Alto Paraíso de Goiás. O distrito de Nova Roma foi desmembrado do município e elevado a município em seguida.
A Goiás Turismo atribui o movimento espiritualista da cidade ao esperantismo, que instalou a Fazenda Escola Bona Espero na década de 1950, e a uma organização espírita kardecista, que fundou a Cidade da Fraternidade na década de 1960; depois chegaram outros grupos. O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, criado em 2001, reúne mestres da cultura popular, povos indígenas e quilombolas na Vila de São Jorge (em 2026, 26ª edição, de 6 a 17 de outubro). O Atlas de Festas Populares de Goiás (UFG) registra folias do ciclo natalino em Alto Paraíso. A página da Goiás Turismo (2014) lista ainda o Arraiá da Chapada, a Festa do Divino Espírito Santo e festivais de música e cultura alternativa, sem datas atualizadas. O Povoado do Moinho, comunidade quilombola reconhecida pela Fundação Palmares, mantém saberes de cura, benzimento e partejar tradicional.
Serviços
Informado por parceiroSteakhouse e bistrô contemporâneo em Alto Paraíso de Goiás, com cortes nobres, massas e pratos na brasa, num salão rústico e aconchegante.
Informado por parceiroCafeteria de cafés especiais em Alto Paraíso, em frente ao CAT, com café da manhã, doces finos e salgados. Aberta todos os dias.
Informado por parceiroRestaurante da Pousada Vila Toá, em Alto Paraíso, com gastronomia contemporânea de toque goiano e uma das vistas mais bonitas da Chapada.